Parecer Jurídico sobre a Lei 12.506/2011 que dispõe sobre o Aviso Prévio Proporcional

Confira Parecer Jurídico sobre a Lei 12.506/2011 que dispõe sobre o Aviso Prévio Proporcional, assinado pelo advogado Dr. Pedro Paulo Cardoso Lapa (OAB 18.839/PR), assessor do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), entidade filiada à Força Sindical. Este entendimento jurídico foi levado à Brasília, em reuniões da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, nesta segunda-feira (07/05/12), para encaminhamento, pela Confederação, ao Ministério do Trabalho e Emprego. O objetivo da iniciativa é reparar equívocos de interpretação causados com a edição da Nota Técnica Nº 010/2011, do MTE.

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A CUT sem rumo – Nota sobre as eleições no Sind. Trabs. Inds. de Alimentação de Castro e Carambeí

A que situação chegou a CUT Paraná. Para aumentar a representação, aceitou em seus quadros a inclusão de sindicatos que não expressam a representação da nova realidade no Paraná, onde temos sindicatos com altos índices de sindicalização, representação e aceitação na base, como é o caso, por exemplo, dos metalúrgicos da Grande Curitiba, que tem sido exemplo em suas negociações de PLR e data-base.

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Terceirização: Parecer sobre Projeto de Lei nº 4.330

Veja abaixo o parecer do jurídico do advogado Iraci da Silva Borges, especialista em relações de trabalho, sobre o projeto de lei que dispõe sobre o contrato de prestação de serviço a terceiros e as relações de trabalho dele decorrentes.ANÁLISE DO SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI N° 4.330, de 2004

Enfrentamos, no Mundo do Trabalho, o grande problema da terceirização, onde utilizam-se as Empresas de modalidade ilícita, extrapolando a permissividade da Lei, com o intuito único de reduzir seus custos e, via-de-consequência, precarizando as condições de trabalho e de salario dos envolvidos.

Tal prática vem sendo coibida através da interpretação jurisprudencial do TST, com a edição do Enunciado 331, de sua Súmula.

Esta interpretação entende que a única oportunidade lícita de contratação de trabalho pela interposição de terceiros, é a prevista na Lei 6.019, de 03.01.1974, que trata do trabalho temporário.

Decorre daí o reconhecimento da ilegalidade de qualquer contratação que não contemple o liame direto entre o Trabalhador e a Empresa tomadora dos serviços, ressalvando-se interpretação jurisprudencial que entende lícita a contratação de serviços certos e determinados, que não se confundam com a atividade fim da Empresa.

A partir do entendimento dos Tribunais acerca da “locação de trabalho”, a tentativa de regularização desta “terceirização”, como previsto no Projeto de Lei 4.330 e em seu substitutivo, ora analisado, nos parece determinar consideração para pior, a entender-se o ângulo de visão do Trabalhador.

Ao se regulamentar a atividade de intermediação de mão-de-obra, mais do que reconhecer possível uma atividade que vem sendo combatida pelas decisões judiciais, é dar-lhe legalidade e tornar inócuas as interpretações que vieram se formando, ao longo dos tempos, sobre o assunto.

A regulamentação da terceirização, certamente, não irá ajudar os Trabalhadores a evitar a precarização de suas condições de trabalho e de salario, tendendo a agravá-las.

O projeto de Lei e seu substitutivo, tratam de serviços especializados de qualquer natureza, que podem ser contratados em períodos sucessivos, permitindo, ainda, que o mesmo trabalhador possa ser contratado sucessivamente, por diferentes prestadoras de serviços que os prestem à mesma contratante de forma consecutiva.

Isto regulamenta a possibilidade de um mesmo trabalhador prestar, permanentemente, seus serviços a uma Empresa que dele usufrua, mudando de empregador direto constantemente.

Ora, a Empresa tomadora do serviço utiliza-se do esforço do mesmo empregado, permanentemente, mas não tem a obrigação de contratá-lo diretamente, podendo utilizar-se da intermediação de terceiros variados ao longo do tempo.

Inexiste razão que justifique a não contratação do trabalhador diretamente, servindo a Lei para possibilitar que se torne lícito o que agora é manifestamente ilícito, na medida em que apenas tem o condão de reduzir o custo de uma atividade que é permanente.

A garantia aos Trabalhadores terceirizados de igual alimentação, serviços de transportes e atendimento médico proporcionados pelas Empresas tomadoras do serviço, são paliativos, uma vez que a diferenciação principal é a do SALÁRIO, que o citado Projeto de Lei, em momento algum protege.

Não vemos em que esta nova Lei, decorrente da aprovação do Projeto ou do substitutivo, vai beneficiar o Trabalhador, que tem sido tão vilipendiado pelas inovações patronais e que, com a nova norma, vai ficar ao desabrigo, inclusive, da interpretação jurisprudencial reinante que, é bem de ver-se, deverá adequar-se aos novos tempos do estado de direito que a mudança irá acarretar.

Iraci da Silva Borges – OAB/Pr 7093

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II Ciclo de Debates em Saúde e Segurança do Trabalho terá início em abril

A Saúde e Segurança do Trabalho entraram de vez para a pauta de interesses do Paraná. Como ocorreu em 2010, este ano o governo do Estado e as centrais sindicais darão continuidade ao trabalho de implantação do Trabalho Decente no Estado e irão realizar o II Ciclo de Debates em Segurança e Saúde do Trabalho. O evento tem como objetivo adequar e confirmar as diretrizes para a política estadual de saúde do trabalhador (2011 a 2014). Podem participar do evento dirigentes sindicais de todo o Estado.

Confira abaixo o cronograma do II Ciclo de Debates em Saúde e Segurança do Trabalho

27/04 – 1ª RS – Paranaguá 29/04 – 2ª RS – Metropolitana

05/05 – 10ª RS – Cascavel 06/05 – 9ª RS – Foz do Iguaçu

12/05 – 3ª RS – Ponta Grossa 13/05 – 4ª RS – Irati

26/05 – 17ª RS – Londrina 27/05 – 16ª RS – Apucarana

09/06 – 14ª RS – Paranavaí 10/06 – 15ª RS – Maringá

30/06 – 6ª RS – União da Vitória 01/07 – 5ª RS – Guarapuava

14/07 – 21ª RS –Telem. Borba 15/07– 22ª RS – Ivaiporã

28/07 - 7ª RS – Pato Branco 29/07 – 8ª RS – Francisco Beltrão

11/08 – 18ª RS –Corn. Procópio 12/08 – 19ª RS – Jacarezinho

18/08 – 12ª RS – Umuarama 19/08 – 20ª RS – Toledo

01/09 – 11ª RS – Campo Mourão 02/09 – 13ª RS – Cianorte

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Federação Estadual dos Metalúrgicos do PR realiza reunião estratégica em Foz do Iguaçu

A Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim) promoveu em 26 de janeiro uma reunião estratégica com os dirigentes da entidade em Foz do Iguaçu. O evento teve como objetivo a elaboração de um levantamento das ações realizadas pela Federação em 2010, além da realização de um planejamento estratégico para 2011.

Na primeira parte do encontro foi realizado um balanço das negociações salariais que foram fechadas pelos sindicatos filiados à entidade. Em 2010 a Fetim esteve coordenando as negociações da campanha salarial unificada dos metalúrgicos em todo o Estado. Na reunião, os representantes dos Sindicatos ressaltaram os avanços que a campanha unificada permitiu aos metalúrgicos paranaenses, como o fechamento de todas as convenções acima do piso salarial estadual. Outro avanço destacado no evento foi o aumento de acordos fechados por empresa. O MetalRepa, que representa os trabalhadores de reparação de veículos, por exemplo, relatou já ter fechado mais de 50 acordos por empresa.

Além disso, os dirigentes fizeram uma avaliação das ações desenvolvidas pela federação no ano passado. A entidade, que possui nove sindicatos filiados, que juntos representam cerca de 200 mil trabalhadores no Paraná, tem como missão principal lutar por melhores salários e condições de trabalho para a categoria metalúrgica do Estado.

Na segunda parte da reunião, os diretores da Federação elaboraram um planejamento estratégico para 2011. Para criar o projeto anual da entidade, a Federação contou com o apoio do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese), da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) e dos Sindicatos de metalúrgicos das cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Pato Branco, Irati, Paranguá.

O presidente da Federação dos Metalúrgicos do Paraná, Sérgio Butka, defendeu a importância do fortalecimento da unidade dos sindicatos filiados na negociação coletiva. Além disso, reafirmou o compromisso da Fetim com as bandeiras trabalhistas em 2011. “Temos que continuar lutando por projetos do interesse do trabalhador, como o da redução da jornada e da regulamentação da terceirização”. Entre as bandeiras de luta estaduais, Butka destacou a luta em defesa do piso mínimo estadual: “Precisamos conquistar a regulamentação do piso estadual e implantar um mecanismo automático de reajuste, visando a elevação do poder de compra dos trabalhadores”.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), Clementino Vieira defendeu a criação de um contrato coletivo nacional de trabalho, que prevê uma negociação nacional da categoria metalúrgica, na qual seriam discutidos itens, como a jornada e o piso. “O Contrato Nacional de Trabalho irá garantir mais avanços e fortalecer as lutas dos metalúrgicos do Paraná e de todo Brasil”.

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Mobilização dos metalúrgicos da Grande Curitiba garantiu avanço nos acordos salariais em 2010

A mobilização dos metalúrgicos da Grande Curitiba garantiu resultado positivo nos acordos coletivos de 2010. Foram conquistados aumentos salariais de até 12% e abonos de até R$ 4,2 mil. Com isso mais de 40 mil trabalhadores foram beneficiados nas Montadoras, Autopeças e nos setores de máquinas e metalurgia, reflexo das mais de 120 negociações fechadas. A vitória também foi estendida para todo o Paraná! Só com os acordos salariais e a Participação nos Lucros e Resultados das montadoras estão sendo injetados cerca de R$ 193 milhões na economia do estado!
“O beneficio conquistado pelos metalúrgicos da Grande Curitiba é maior que o PIB de muitos municípios paranaenses”, diz o economista do Dieese, Cid Cordeiro.
“Esse acordos estarão beneficiando não somente os mais de 40 mil trabalhadores mas também impactarão em toda a economia paranaense. Pois quanto mais dinheiro na mão do metalúrgico maior será o consumo, o que faz com que o giro da economia fique em alta.”, ressalta presidente do SMC, Sérgio Butka.

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Campanha unificada de metalúrgicos no Paraná resulta em balanço positivo

Em 2010, a Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim) liderou a Campanha Salarial da categoria no Estado. Para fortalecer a luta dos trabalhadores, os sindicatos de metalúrgicos do Paraná definiram uma pauta unificada de reivindicações. Com isso, a Fetim participou de grande parte das negociações da categoria no Estado. De acordo com o presidente da Força Sindical do Paraná e da Fetim, Sérgio Butka, além de negociar com os sindicatos patronais, as entidades representantes dos trabalhadores adotaram como tática fazer as discussões individualmente, com cada empresa. “O objetivo é agilizar o processo de negociação e conquistar acordos com mais antecedência”, afirma.
Participaram da campanha salarial unificada metalúrgicos de Foz do Iguaçu, Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Pato Branco, Irati, Paranguá e Ponta Grossa e a categoria dos reparadores de veículos.

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Negociações em andamento em Irati

O Sindicato dos Metalúrgicos de Irati está em negociação com a empresa Yasaki autoparts do Brasil . As reivindicações dos trabalhadores são: Piso de R$ 900, aumento salarial de 10,08% para dezembro e implantação de abono.

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Aumento salarial conquistado por metalúrgicos de Cascavel é maior do que em São Paulo

Este ano o Sindicato dos Metalúrgicos de Cascavel e a Federação dos Metalúrgicos do Paraná fecharam um acordo recorde, que prevê um aumento salarial de 10% para a categoria na região. O reajuste dos metalúrgicos de Cascavel foi inclusive maior do que o fechado pela categoria em São Paulo. Em São Paulo, estado brasileiro que tem a economia mais fortalecida, o aumento salarial alcançado pelos metalúrgicos foi de apenas 9%. Tudo isso graças à mobilização dos trabalhadores! Valeu a luta!!!

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Mobilização garante acordo recorde para metalúrgicos de Cascavel

Em 2010, os metalúrgicos mostraram que não iriam aceitar migalhas nos acordos de data-base da categoria e foram à luta! Por falta de avanço nas negociações, trabalhadores de três empresas da categoria entraram em greve para pressionar o patronal. E no final foi a mobilização dos metalúrgicos que garantiu um acordo recorde não só para os grevistas, mas para toda a categoria metalúrgica em Cascavel.

Confira a Convenção Coletiva fechada com o Sindicato Patronal:

- 10% de aumento salarial (9% em novembro e 1% em janeiro)

- 19% de reajuste no piso, ficando em R$ 714

- Nas empresas que tiveram greve, os dias de paralisação não serão descontados dos trabalhadores

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