Quais são as prioridades desse governo?

Por Sérgio Butka*

Mais uma vez o governo anuncia aumento de impostos para a população, mas segue com a torneira aberta para seus aliados. É impressionante. Praticamente no mesmo dia em que lemos notícias de que Michel Temer liberou R$ 15 bilhões em emendas para comprar votos de deputados que salvaram a sua própria pele, também lemos que o governo aumentou o preço dos combustíveis porque está faltando dinheiro.

Aumento de impostos nos combustíveis não resolve nada. O que resolve é o governo apertar o cinto. Se o combustível sobe, os custos para o setor produtivo do país ficam maiores. Se a produção fica mais cara, postos de trabalhos são cortados, o desemprego aumenta, o preço final dos produtos sobem e assim a economia esfria ainda mais. A estratégia de Temer NÃO TEM LÓGICA.

E não é só isso. A cada dia aumentam os gastos bobos lá em Brasília. Lemos em todos os lugares que os senadores usaram R$ 1,5 milhão para alugar carros em seis meses, sendo que já possuem a mordomia de ter carros oficiais. Ou sobre os mais de 100 mil comissionados inchando a folha de pagamento em Brasília.

Nessa história toda, entra também a discussão do “novo Refis”, ou melhor dizendo, do perdão das dívidas das grandes empresas com o Brasil. Quem vota para aprovar ou não esse perdão são os parlamentares, que juntos devem mais de R$ 550 milhões para o povo brasileiro. Vocês acham mesmo que irão votar contra o perdão para eles mesmos? Nunca!

Para finalizar, esses dias atrás, Temer e seus ministros também foram para a Europa e disseram por lá que não existe crise no Brasil. Na mesma semana o que acontece? Esse aumento de imposto para “fechar a conta do governo”. Se não existe crise, por que precisamos pagar ainda mais impostos, senhor Temer?

É uma vergonha! Esse dinheiro todo que está indo pelo ralo é nosso e ainda anunciam abertamente que querem mais.

Com tudo isso, fica claro quais são as prioridades de Michel Temer e sua quadrilha. Tirar nossos direitos, usar nosso dinheiro como bem entender e ainda fazer com que os brasileiros paguem caro por tudo isso. Se o governo precisa de dinheiro, que corte na própria carne, aperte o cinto e pare de usar o que é nosso para financiar suas sujeiras.

*Sérgio Butka é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, da Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim) e da Força Sindical do Paraná.

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Centrais reafirmam unidade na luta em defesa dos direitos

As centrais sindicais se reuniram nesta quinta-feira (13), na sede da Nova Central, para analisar o atual cenário econômico e político e reafirmam a unidade em torno da defesa dos direitos da classe trabalhadora. Em nota, as centrais reiteraram sua oposição a proposta de reforma trabalhista sancionada nesta quinta por Michel Temer.

No texto, as lideranças sindicais definem como injusta e cruel a proposta que “não só acaba com direitos consagrados, como também impõe à classe trabalhadora uma realidade de precarização, com jornadas de trabalho de 12 por 36 horas; a exposição das mulheres gestantes e lactantes a ambiente de risco; o trabalho intermitente de forma indiscriminada; o fracionamento do direito de férias, antes integral e de 30 dias; entre muitas outras perdas”.

Os sindicalistas alertam que a reforma também ataca frontalmente o movimento sindical, quebrando a espinha dorsal dos sindicatos, trincheira de resistência e que ao longo de décadas contribui para a construção de nossa democracia. E finalizam o texto reafirmando a unidade, resistência e luta em defesa da classe trabalhadora. “Seguiremos mobilizadas e resistentes em defesa da democracia, da soberania, da nação e dos direitos do nosso povo.”

Confira a íntegra da nota:

“NOTA OFICIAL DAS CENTRAIS SINDICAIS

As centrais sindicais reiteram sua oposição à proposta sancionada pelo presidente Michel Temer. Seu caráter injusto e cruel não só acaba com direitos consagrados, como também impõe à classe trabalhadora uma realidade de precarização, com jornadas de trabalho de 12 por 36 horas; a exposição das mulheres gestantes e lactantes a ambiente de risco; o trabalho intermitente de forma indiscriminada; o fracionamento do direito de férias, antes integral e de 30 dias; entre muitas outras perdas.

Essa reforma também ataca frontalmente o movimento sindical, quebrando a espinha dorsal dos sindicatos, trincheira de resistência e que ao longo de décadas contribui para a construção de nossa democracia.

As centrais sindicais reafirmam sua unidade, resistência e luta em defesa da classe trabalhadora. Seguiremos mobilizadas e resistentes em defesa da democracia, da soberania, da nação e dos direitos do nosso povo.

São Paulo, 13 de julho de 2017

Antonio Neto, presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

Adilson Araujo, presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

Vagner Freitas, presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores

João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical

José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical

Ricardo Patah, presidente da UGT – União Geral dos Trabalhadores”

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13 armadilhas que a reforma trabalhista preparou para você

1. Demissões coletivas. A reforma permite a troca de todos os trabalhadores celetistas, por formas de trabalho mais baratas, como terceirizados e temporários.

2. Sem jornada fixa. O patrão poderá te chamar para trabalhar na hora que ele quiser, te pagando apenas por hora, sem um salário fixo. Você fica disponível 24 horas por dia, mas não receberá por isso.

3. Jornadas ainda maiores. Hoje a CLT prevê no máximo 8 horas por dia de trabalho. Com a reforma, jornadas de 12 horas passam a ser permitidas.

4. Menos tempo de almoço. O tempo mínimo de 1 hora de intervalo para o almoço diminuiu para apenas meia hora.

5. Deslocamento. Agora o tempo de deslocamento até o trabalho não será mais pago pela empresa. Você perde tempo e dinheiro.

6. Férias. Os 30 dias agora podem ser parcelados em três vezes pela empresa.

7. Terceirizados. As empresas, além de poder terceirizar 100% dos trabalhadores, ainda não serão as responsáveis pelos encargos trabalhistas.

8. Grávidas e mães. Antes, elas estavam protegidas pela lei, mas a reforma permite que elas trabalhem em qualquer lugar, não se importando se o local oferece riscos ou não para a mãe ou o bebê.

9. Banco de horas. A criação do banco de horas poderá ser uma negociação individual e não mais só coletiva.

10. Negociado acima da Lei. Tudo o que você assinar com o patrão vai valer mais do que as Leis da CLT. Um prato cheio para quem quer te prejudicar.

11. Rescisão. Não vai ser mais obrigatório os sindicatos assinarem a rescisão. Ou seja, você não terá nenhuma garantia se está ou não recebendo o que é seu.

12. Justiça do Trabalho. Você terá que pagar por tudo que envolve um processo trabalhista, ou seja, até o honorário do perito. Sem contar que o negociado segue valendo mais que lei. A Justiça fica de mãos atadas.

13. Teletrabalho. A reforma permite que o trabalho seja feito em casa, sem jornada de horas definida e com manutenção e recursos bancados pelo próprio trabalhador. Continue lendo

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Governo aumenta gastos, perdoa os bancos e ainda quer que o povo pague a conta

Por Sérgio Butka*

O governo quer que os trabalhadores paguem a conta de uma péssima gestão, de dívidas bilionárias dos bancos e aumentos de salários e gastos com comissionados. É disso que se tratam as reformas de Michel Temer e não de “rombo” na Previdência ou “modernização” dos direitos trabalhistas. Enquanto querem que a gente faça economia, cortando nossos direitos básicos, eles usam o dinheiro público como bem entendem.

Provas da péssima gestão do nosso dinheiro no governo Temer não faltam. É R$ 500 mil em cafezinho para lá, R$ 120 mil em copos novos no Senado para cá, sorvetes e frutas de primeira para os aviões e por aí vai. Sem contar os mais de R$ 1,8 bilhão em emendas liberados em junho para comprar o apoio para continuar no poder e os mais de R$ 30 milhões para pagar as propagandas da reforma da previdência. Mesmo assim eles insistem no discurso de que a aposentadoria da população e os direitos trabalhistas são os grandes problemas da economia.

A dívida bilionária dos bancos com o país é outra prova de que não somos nós trabalhadores que precisamos cortar gastos. Os grande bancos devem R$ 124 bilhões para o Brasil, R$ 7 bilhões só para a previdência. Esse dinheiro é nosso e o governo não faz nenhuma questão de cobrar deles. E não cobram porque eles têm o rabo preso, pois são os bancos que financiam suas campanhas. A prova disso é que só esse ano Temer e sua quadrilha perdoaram uma dívida de R$ 338 milhões do Santander e outra de R$ 25 bilhões do Itaú. Além dos bancos, outras grandes empresas também devem muito para o país, mas quem disse que são cobradas pelo governo.

Aposentadorias de senadores e pensões para as esposas e filhas de políticos são outros assuntos que ninguém fala em mexer. O próprio Michel Temer recebe a sua gorda aposentadoria todo mês. Além disso, sempre que podem, aumentam os salários dos seus comissionados. Isso tudo eles nem pensam em reduzir. A única coisa que querem é cortar nossos direitos e condenar o brasileiro a trabalhar até morrer sem se aposentar.

Não vamos cair nessa mentira. Essa conta não é nossa e não vamos pagar. Se falta dinheiro, por que o governo não cobra os bilhões dos bancos e grandes empresas? Por que o governo não reduz seus próprios salários e gastos em Brasília? Por que os políticos e suas famílias não diminuem as gordas pensões e aposentadorias que recebem? O trabalhador não vai ser feito de palhaço. Vamos seguir lutando para barrar todas essas reformas e tirar esses bandidos do poder. Nenhum direito a menos!

*Sérgio Butka é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, da Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim) e da Força Sindical do Paraná.

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Palavra do presidente: Com o fim da Aposentadoria, querem te condenar à morte

Por Sérgio Butka*

Já está provado por A+B que a reforma da previdência condena muitos de nós trabalhadores à morte. Com as novas regras, fica praticamente impossível se aposentar antes dos 80 anos. E como boa parte dos brasileiros não vive até essa idade, trabalharemos literalmente até morrer. É por essas e outras que quem pretende um dia se aposentar precisa lutar contra a reforma da previdência.

A conta vai ser amarga: o brasileiro vai precisar começar a trabalhar com 16 anos e só parar com 65. Se neste tempo for demitido ou não estiver contribuindo para previdência, mais alguns anos entram na conta. E, se não bastasse, para quem chegar lá, o valor das aposentadorias será ainda menor. Esse resultado, com certeza, só é bom para o governo.

Isso ainda sem contar a reforma trabalhista que está prestes a ser aprovada. Além de morrer antes de se aposentar, os trabalhadores terão seus direitos conquistados até aqui roubados. Adeus férias, 13º e negociações salariais. A realidade será dura: jornadas cada vez mais longas e salários cada vez mais baixos. O cenário, que já não é dos melhores, vai ficar caótico se essas reformas forem aprovadas.

O governo quer que você trabalhe sem parar, ganhe menos e ainda morra antes de se aposentar. Não podemos aceitar. Temos que continuar lutando firmes contra o fim da Aposentadoria e contra o fim dos direitos trabalhistas. O trabalhador não pode pagar a conta da péssima gestão do governo Michel Temer e sua quadrilha. É preciso força para seguir lutando contra a retirada das nossas conquistas.

Vamos em frente!

*Sérgio Butka é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, da Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim) e da Força Sindical do Paraná.

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Com equilíbrio, Requião indica o caminho certo para combater a reforma trabalhista

Por Sérgio Butka*

Mais um momento decisivo para o trabalhador brasileiro se aproxima. Terça-feira, dia 11, os senadores irão votar a reforma trabalhista. O próprio governo já mostrou que tem apenas um voto a mais do que precisa. Estamos quase vencendo e por isso PRECISAMOS e VAMOS aumentar ainda mais a pressão contra o governo e seus senadores. Mas também precisamos ser cuidadosos: NÃO PODEMOS partir para a violência. No evento de lançamento do movimento pelas Diretas Já, neste sábado, o senador Roberto Requião resumiu bem. Sindicatos, o povo e os trabalhadores chegaram até aqui unidos e sem usar a violência e vamos ampliar isso nos próximos dias para vencer essa votação.

Nada de partir para o quebra-quebra, NÃO PODEMOS agir dessa forma e NÃO VAMOS. Os movimentos de direita, seus financiadores e patrões já estão usando esse tipo de discurso contra nós trabalhadores. Eles sabem que estão perdendo essa batalha e estão mais uma vez tentando criminalizar o nosso movimento. Estão confiantes de que vamos cair nesse tipo de provocação, mas não vamos. A nossa pressão vai aumentar nos próximos dias, mas mantendo a mesma sabedoria e inteligência que tivemos até agora.

Pesquisas recentes de opinião pública provam que estamos no caminho certo. O Datafolha mostrou que as ideias alinhadas com a nossa luta são as mais apoiadas pela população nesse momento. 80% dos brasileiros são contra essa reforma trabalhista, 90% estão contra o desmonte da previdência, 95% reprovam o governo corrupto do Temer e 83% do país quer Diretas Já. A página “Todos contra o fim da Aposentadoria”, que apoiamos, tem mais de 1 milhão de brasileiros irmanados na mesma ideia e é mais uma prova de que os trabalhadores estão conosco nessa luta.

Temos o Brasil com a gente e não vai ser esse tipo de provocação dos movimentos vendidos aos patrões que vai acabar com isso.

O povo já mostrou que não é bobo. O discurso da direitona, de que “cortar direitos é bom”, não está colando mais. Vamos para cima para vencer essa votação, mas do NOSSO jeito. Sem a violência, com a inteligência e com o POVO BRASILEIRO do nosso lado. Nenhuma mentira vai tirar as nossas conquistas e nos criminalizar. Vamos em frente contra esse desmonte! Nenhum direito a menos!

*Sérgio Butka é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, da Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim) e da Força Sindical do Paraná.

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Palavra do presidente: Já é hora de pensar na “contrarreforma” para recuperar os nossos direitos

Por Sérgio Butka*

Não podemos desanimar, mas sabemos que a situação do País neste momento não é favorável para o trabalhador. Temos um governo preocupado apenas com seus próprios interesses e que vive uma relação promíscua com os grandes empresários. Desde que assumiu, Michel Temer está cada dia mais afundado em corrupção e vem mostrando que não está nem aí para o trabalhador. Mesmo sem condições de governar e com toda a pressão do povo, conseguiu aprovar a trágica reforma trabalhista e segue empurrando a reforma da previdência a cada dia. Mas isso não significa que a luta foi vencida por eles. Pelo contrário: é agora que precisamos resistir, manter a firmeza e já começar planejar nossa “contrarreforma”.

Se em um primeiro momento não foi possível impedir que o estrago fosse feito, vamos ter que focar em consertar os danos. Já vimos que os governos que não estão junto com os trabalhadores são capazes de tudo para nos prejudicar e enfraquecer. Por isso, precisamos começar já a pensar no futuro e em como fechar as brechas que foram abertas.

O povo dá sinais de que já vem entendendo a situação e mostra insatisfação cada vez maior com um governo aliado dos patrões, que não tem outro projeto senão retirar o que conquistamos. Pesquisas como a divulgada pelo Datafolha no início de julho mostram que o brasileiro não concorda mais com ideologias que não apoiam o trabalhador.

Ou seja, temos um clima favorável para reverter a situação a partir das eleições 2018. Não podemos reeleger os canalhas que destruíram todos os nossos direitos e temos que eleger candidatos com firme compromisso de reverter essa reforma. Mais do que nunca, precisamos formar uma base forte para colocar candidatos que possam desfazer a lambança patronal capitaneada por Michel Temer e sua quadrilha de bandidos. Não podemos mais conviver com presidência, senado e câmara formados apenas por corruptos vendidos aos patrões. É preciso que os trabalhadores entrem de novo no comando das casas do povo e organizem a contrarreforma.

Com a reforma aprovada, não temos mais a CLT nos protegendo e o negociado vai valer mais do que as leis. É agora que precisamos defender ainda mais os direitos do trabalhador, não podemos deixar eles decidirem pela gente. Por isso, a contrarreforma deve começar agora, formando uma base de políticos que represente o povo e não os patrões. Essa vitória vai começar a fechar a ferida aberta pelos canalhas.

A lógica é simples, os trabalhadores precisam ser a maior bancada no senado e na câmara. O presidente também tem que ser eleito por nós, trabalhadores. Por isso, alerto desde já. A nossa chance de alguma melhora se aproxima com as eleições e é não podemos deixar quem votou para destruir os trabalhadores seja reeleito. Temos os nomes de todos que rasgaram a CLT e Constituição sem nenhum pudor. A lista é longa, por isso é preciso coragem! Se a gente cumprir bem essa missão, começamos a recolocar o Brasil nos trilhos para o crescimento e devolver o país para os trabalhadores.

Vamos em frente!

*Sérgio Butka é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, da Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim) e da Força Sindical do Paraná.

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Produção de automóveis no Brasil cresce 23% em 2017

O setor metalúrgico brasileiro mais uma vez está garantindo bons resultados em 2017. O primeiro semestre do ano foi não só de crescimento na venda de automóveis no país, mas também de aumento importante na produção de veículos. De janeiro a junho, a produção de automóveis subiu 23%, o que significa que foram fabricados 1.26 milhão de carros leves, caminhões e ônibus no Brasil.

Os dados são da Anfavea e foram divulgados pelo site G1.

Confira, na íntegra, a reportagem:

Produção de veículos no Brasil cresce 23% no 1º semestre

Quase um terço da produção nacional foi enviada para outros países, com alta de 57,7% nas exportações e um recorde histórico para os primeiros 6 meses do ano.

A produção de veículos no Brasil subiu 23% no 1º semestre do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, afirmou nesta quinta-feira (6) a associação das montadoras (Anfavea). O resultado positivo foi puxado por um recorde nas exportações e fez as fabricantes elevarem as estimativas para 2017.

Nos 6 primeiros meses do ano, foram feitos 1,26 milhão de carros, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus, contra 1,02 milhão no mesmo período de 2016. O acumulado no ano é o melhor registro desde 2015.

O avanço ocorreu em todos os segmentos, mas foi puxado por uma alta de 23% em carros leves, picapes e utilitários. O segmento de caminhões cresceu 15%, enquanto o de ônibus registrou alta de 7,9% no período.

Embora as vendas no país tenham mostrado leve melhora, com mais 3,65% no semestre, as montadoras instaladas no país estão aproveitando o momento para elevar as exportações, que cresceram 57,7%.

“É o melhor acumulado em exportações da história. E também esperamos o restante do ano bastante forte”, afirmou o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

Foram 372.563 unidades enviadas para fora do país, entre janeiro e junho, enquanto no mesmo período do ano passado foram 236.941 veículos. O volume exportado representa 29% da produção total no Brasil.

“Em relação aos valores de exportação, estamos apenas atrás de 2011 e 2013″, explicou Megale.

Otimismo

Os números do primeiro semestre fizeram a Anfavea rever as projeções para 2017. A estimativa de produção passou de 2,41 milhões para 2,61 milhões de unidades, o que indica uma alta 21,5% em relação a 2016. Antes a expectativa era de alta de 11,9%.

A previsão para as exportações saltou de crescimento de 7,2% para 35,6%. A entidade previa exportar 558 mil unidades no ano, mas o número foi atualizado para 705 mil veículos.

“É um crescimento importante puxado principalmente pelas exportações”, disse Megale.

A estimativa para o volume de veículos vendidos no Brasil foi mantida em 2,067 milhão, com alta de 4% sobre 2016. “Nós vamos rever a previsão de licenciamentos, mas ainda não temos elementos para precisar. É prudente aguardar, mas vamos dar um passo para a frente”, afirmou Megale.

Reajustes

Apenas em junho, o setor produziu 212.281 unidades, o que representa uma queda de 15% em relação ao número de maio, mas um avanço de 15% sobre o registrado em junho do ano passado.

De acordo com o presidente da Anfavea, a queda de produção entre maio e junho ocorreu devido a um dia útil a menos e também por processos internos em 3 montadoras. “Duas estavam em férias coletivas e uma está reestruturando a linha para novos produtos”, disse Megale.

Na quarta-feira, a Volkswagen anunciou a mudança da linha do Gol para Taubaté, com objetivo de abrir espaço para os novos Polo e Virtusem São Bernardo do Campo (SP).

Empregos

No último ano, 6,4 mil vagas de trabalho foram fechadas nas montadoras instaladas no país. Com relação a 2014, o setor reduziu em quase 30 mil o número de empregados diretos, de 151,4 mil para 121,6 mil.

Além disso, 12.542 trabalhadores estão com alguma restrição na jornada, sendo 2.788 com os contratos suspensos (lay-off) e 9.754 no chamado Programa Seguro-Emprego (PSE), que reduz a carga horária e os salários para evitar dispensas.”

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Palavra do presidente: Querem nos convencer de que nossos direitos estão “ultrapassados”

Por Sérgio Butka*

Como já falamos várias e várias vezes, os grandes veículos de comunicação do país servem os interesses do poder e dos patrões. Tem sido assim durante muitos anos e a reforma trabalhista é mais uma oportunidade para que essa relação promíscua volte a aparecer. Jornalões, revistas e emissoras do país ainda não pararam de bater na tecla de que a CLT está “ultrapassada” e que precisa ser “modernizada”. O principal argumento desse pessoal é de que ela é quem faz o Brasil ser o campeão de processos trabalhistas no Mundo. Uma grande mentira: os dados são falsos e não existe nenhum levantamento real que comprove esse título de “campeão”, muito menos um que ligue esses processos à CLT.

Foi a CLT que nos garantiu conquistas importantes até agora e é ela quem continua garantindo que a corda não arrebente sempre do lado do trabalhador. Patrões estão mordidos porque não conseguem aumentar os lucros explorando ainda mais os trabalhadores e agora querem nos convencer de que nossos direitos estão ultrapassados. Mentira deles e da grande mídia. Essas leis só estão “ultrapassadas” para quem está em busca de uma brecha para enfraquecer a nossa luta.

Desde que a CLT foi criada em 1943 ela já sofreu mais de 500 mudanças para ser atualizada. Por isso reforço: o argumento de que ela é ultrapassada é falso. A lei acompanhou todas as mudanças do Brasil desde que foi criada, sempre garantindo o bem do trabalhador. O que incomoda esses canalhas não é a idade da lei, mas sim que em nenhum momento nessa história conseguiram derrubar nossos direitos para lucrar mais.

Boas leis nunca são ultrapassadas. A Carta Magna foi assinada em 1215 na Inglaterra e até hoje é a base principal para a democracia, liberdade das pessoas e direitos humanos. O argumento da idade cai por terra quando as leis ainda cumprem o seu papel. Não podemos aceitar a mentira de que a CLT estaria “velha”. Ela cumpre e sempre cumpriu o papel de proteger o trabalhador brasileiro.

Mídia e patrões também repetem um discurso decorado de que as leis engessam o mercado de trabalho. “Engessado”, na boca deles, significa que não podem nos obrigar a trabalhar por ainda mais tempo do que trabalhamos. Nem podem nos obrigar a ganhar menos do que ganhamos. Não dá para acreditar que sem essas leis o patrão será bonzinho e manterá nossos direitos, porque não será. Sem a CLT voltaremos correndo para o século 19. Então cuidado! É essa grande mentira que estão tentando nos empurrar goela abaixo.

Seguimos na luta!

*Sérgio Butka é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, da Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim) e da Força Sindical do Paraná.

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Venda de automóveis cresce 13,7% no Brasil em junho

O setor metalúrgico brasileiro tem um bom motivo para comemorar esse mês: a venda de veículos novos cresceu 13,7% no Brasil. O levantamento feito pela Fenabrave e divulgado pela revista especializada Quatro Rodas e mostrou também uma alta de 4,25% nesse primeiro semestre do ano.

Confira a matéria completa da revista Quatro Rodas sobre o aumento na venda de veículos:

Vendas de veículos novos aumentam 13,7% em junho

A alta é em comparação ao mês de junho do ano passado, que registrou 166.416 emplacamentos contra 189.229 unidades vendidas no mês passado

Com o aumento da média diária de vendas, a Fenabrave divulgou um resultado positivo nas vendas. Em junho, foram emplacadas 189.229 unidades de automóveis e comerciais leves, contra 166.416 no mesmo mês do ano passado. O resultado indica alta de 13,71%.

No acumulado do ano (entre janeiro e junho), esses segmentos cresceram 4,25%. Foram comercializadas 991.475 unidades no primeiro semestre de 2017, contra 951.098 no mesmo período de 2016. E esse é primeiro resultado semestral positivo desde 2013.

Mesmo com um dia útil a menos em relação a maio (junho teve 21 dias úteis; maio, 22), o crescimento médio diário de 4,5% (o equivalente a 9.000 emplacamentos) ficou matematicamente anulado.

“O mês de junho mostrou-se bastante agitado politicamente, gerando, inclusive, uma queda nos índices de confiança de curto prazo. Porém, isso não afetou a tendência de melhora, resultando em um primeiro semestre positivo”, declarou Alarico Assunção Jr., presidente da Fenabrave.

De acordo com o executivo, a tendência é de recuperação econômica do setor, ainda que lenta e modesta.

Com o resultado dos primeiros seis meses do ano, a Fenabrave elevou a projeção de alta nas vendas de carros de passeio e comerciais leves em 2017, de 2% para 4,3%.

“Dobrou a nossa expectativa, graças a fatores como, queda da inflação e de juros e emprego estável”, afirma Alarico.

Todos os segmentos

Com base nos estudos realizados pela Federação, o setor como um todo deverá apresentar pequena queda em 2017, chegando a -1,6% para todos os segmentos somados. Para automóveis e comerciais leves, a expectativa é de alta de 4,3% sobre os resultados.

Já para caminhões e ônibus, a Fenabrave projeta retração de 10,2%, sendo -11,5% para caminhões, -5,5% para ônibus e -7,1% para implementos rodoviários.

O segmento de motocicletas, que vem sofrendo sucessivas quedas desde a crise de 2008, deverá apresentar retração estimada em 13,5%.”

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