Metalúrgicos injetarão R$ 7,3 bilhões na economia com o 13º salário

O pagamento do 13º salário de 2014 aos quase 2,5 milhões de metalúrgicos de todo o país injetará aproximadamente R$ 7,3 bilhões na economia neste ano. Na comparação com 2013, houve um crescimento de 6,5% no montante pago aos trabalhadores da categoria.

Neste estudo não é considerado o adiantamento da primeira parcela do 13º salário ao longo do ano, uma vez que parcela indeterminada de trabalhadores recebem parcialmente o pagamento do 13º no momento em que tiram férias. O mesmo se aplica aos casos em que há o recebimento parcial antecipado por definição, por exemplo, de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Os 2.446.272 trabalhadores do setor metalúrgico no Brasil participam com 34,6% dos recursos pagos aos trabalhadores formais da indústria. Esse mesmo montante representa ainda 6,7% do total que será injetado na economia brasileira entre todos os setores.

O estudo feito leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Estão descritos, portanto, apenas os metalúrgicos do mercado formal de trabalho.

Para obter o número total de trabalhadores metalúrgicos foi utilizada a RAIS 2013 complementada por atualização do Caged até o mês de setembro de 2014 e para fins de cálculo da remuneração média também foi utilizada a RAIS 2013 com atualização dos valores através da variação do INPC-IBGE até setembro de 2013.

A região Sudeste reponde por 68,9% do 13º salário estimado do setor metalúrgico, equivalente ao montante de R$ 5 bilhões do total. Para a região Sul estima-se que deverá ser pago 21,6% dos recursos estimados. Na sequência aparece o Nordeste (4,5%); Norte (3,4%) e Centro-Oeste (1,4%).

As unidades da federação que mais contribuem para o total de R$ 7,3 bilhões são: São Paulo com R$ 3,6 bilhões (49,7% do valor total); Minas Gerais, com R$ 798 milhões (11%); Rio Grande do Sul com R$ 669 milhões (9,2% do total) e Paraná com R$ 473 milhões (6,5% do total). Na região Norte se destaca o Amazonas com R$ 206 milhões (2,8% do total); no Nordeste a Bahia com pouco mais de R$ 121 milhões (1,7% do total) e no Centro-Oeste o Estado do Goiás com R$ 60 milhões (menos que 1%).

(Fonte: Dieese)

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Trabalho decente é foco de abertura do Seminário da IndustriALL

Foi iniciado na manhã desta quarta-feira, em Guaraqueçaba, litoral do Paraná, o Seminário da IndustriALL, que tem como tema o “Trabalho Precário e em Defesa de Política para Promoção do Trabalho Decente”. Participaram da mesa de abertura o presidente do SMC, Sérgio Butka, a prefeita de Guaraqueçaba, Lilian Narloch, e o coordenador da IndustriALL, Elias José (Pintado ), entidade internacional de apoio às políticas sindicais que representa os trabalhadores dos setores dos químicos, têxteis, couro e calçados e metalúrgicos. Continue lendo

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Fetim debate questões pontuais para 2015

Foi realizada nesta terça-feira (28) a reunião da diretoria executiva da Fetim, em Foz do Iguaçu. O debate abordou questões pontuais para a classe trabalhadora em 2015.

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Presidente da Força Sindical do Paraná participa de encontro com Michel Temer, em Curitiba

O presidente da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka,  se reuniu hoje (22), com o vice-presidente da República, Michel Temer, para tratar sobre o apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) nesta reta final das eleições. O encontro aconteceu  no início da noite desta quarta-feira (22). Além da Força, estiveram presentes representantes de outras Centrais Sindicais, Federações e Sindicatos de várias categorias. Continue lendo

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Haarslev fecha acordo salarial com aumento real de 2,5%

Depois de rejeitar a primeira proposta de acordo salarial apresentada pelos trabalhadores e pelo SMC, a fabricante de equipamentos agropecuários Haarlev, situada na Cidade Industrial de Curitiba, fechou uma negociação em que se comprometeu a reajustar os salários, repondo as perdas do INPC e garantindo aumento real de 2,5%.

O acordo foi definido após a apresentação de uma segunda proposta, que teve prazo de 48 horas para ser analisada. O salário corrigido passará a ser pago a partir de primeiro de janeiro de 2015.

Além disso, a Haarslev vai pagar um abono anual de R$ 2.000 a seus cerca de 150 funcionários e um vale-mercado no valor de R$ 150 mensais.

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Nota à sociedade brasileira

A plena observância ao princípio constitucional da transparência demanda a divulgação dos nomes de todos os doadores antes do dia da votação. Só assim será possível para os eleitores o exercício minimamente informado do direito de voto.

O Tribunal Superior Eleitoral tem adotado medidas para aumentar a transparência nas contas de campanha. Reconhecemos os avanços já obtidos nesse campo pela nossa Justiça Eleitoral. Mas a democracia brasileira precisa de ainda mais. Continue lendo

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Federação dos Metalúrgicos do Paraná vai cobrar do governo e das empresas mais responsabilidade com emprego

Decisão foi tomada durante o Seminário Desaceleração Econômica x Empregabilidade, realizado em Foz do Iguaçu, entre  metalúrgicos do Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul
Empresas que recebem incentivos e benefícios fiscais  do governo devem ser mais cobradas em relação a responsabilidade com a manutenção dos empregos.

Essa foi a conclusão do I Seminário Desaceleração Econômica x Empregabilidade, realizado pela Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim), em Foz do Iguaçu, nesta segunda, dia 3 de agosto. Depois do debate sobre a luta pela preservação dos empregos, os metalúrgicos do Paraná, Catalão e Anápolis (GO), e de Gravataí (RS), que também participaram do Seminário, traçaram uma estratégia comum de ações que  serão realizadas para lutar e exigir mais responsabilidade do governo com a manutenção de emprego.
A primeira dessas ações será fazer um levantamento, em cada um dos três estados, que quantifique o número de concessões e quanto as montadoras e outras multinacionais tem recebido em isenções e benefícios fiscais do governo. O objetivo é levar os dados para a Força Sindical e pressionar o governo a exigir uma contrapartida das empresas com a manutenção dos empregos.

“Todos os anos essas empresas recebem milhões em incentivos, dinheiro público que o governo deixa de arrecadar. Porém, em vez de usar isso como investimento na geração de empregos, as multinacionais enviam tudo como remessa de lucros para o exterior. Agora, quando o setor passa por dificuldade, querem que o trabalhador pague a conta com seu emprego. Não podemos e não vamos aceitar isso. Vamos cobrar a reponsabilidade das empresas”, disse o presidente da Fetim, Sérgio Butka.

Presidente da Força critica comportamento do governo

Presente no Seminário, o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, atacou o comportamento do governo federal, que atendeu diversas exigências do empresariado, mas deixou de lado as conversas com o movimento sindical: “o governo fez diversas concessões ao empresariado como a desoneração da folha, do Pis-Cofins, a redução do IPI,  porém, concedeu tudo isso sem exigir as contrapartidas sociais. Ao mesmo tempo em que  aliviava o lado para capital, se afastou do movimento sindical”, acusou Miguel.
Para o presidente da Força, somente a união do movimento sindical, através de iniciativas como a da Fetim é que irão fortalecer a luta pela manutenção dos empregos. “Hoje o momento sinaliza uma crise muito forte com demissões e  o aumento da inflação. Temos que estar atentos para discutir maneiras de enfrentar essas situações. Por isso essa iniciativa do Paraná em realizar esse seminário, é muito produtiva. Já falei com o Sérgio Butka para levarmos isso para dentro da Força para que todos os estados possam estará fazendo a mesma discussão”, disse.

Programa de Proteção ao Emprego (PPE)

Os diretores também debateram alguns pontos do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), proposta baseada a um programa similar na Alemanha, e que visa a criação de um sistema nacional de proteção aos empregos. Entre outros pontos, o PPE propõe reduzir a jornada de trabalho, porém, com redução de salários, o que foi visto com reserva pela maioria do dirigentes.

Um dos palestrantes do Seminário, doutor Iraci Borges, foi contundente ao comentar a proposta de redução salarial: “Quem aqui aceitaria, de uma hora para outra, ter seu salário reduzido em 30%? Essa proposta interessa a quem?”, disse Iraci e continuou:  “As empresas que recebem incentivos fiscais para se manter é que tem que ter uma responsabilização maior pelo trabalhador”, afirmou ao analisar outro ponto do programa que pretende dividir a remuneração do trabalhador entre o governo e as empresas.

Para Sergio Butka, presidente da Fetim, reduzir salários é reduzir direitos, o que seria um retrocesso para o movimento sindical, em particular,  no Paraná: “Penamos muito aqui no estado para chegar ao patamar em que estamos, com a totalidade dos nosso acordos contemplando aumento real e outros benefícios. Voltar atrás seria perder tudo o que levamos muitos anos para ser construído. Por isso precisamos estender os debates acerca desse plano para preservar o que é bom e tirar o que é ruim”, afirmou.

Por enquanto o PPE está em fase de discussão e avaliação já que a ideia é elaborar um projeto que dure não apenas para esse momento, mas que possa ser acionado sempre que a indústria estar em momentos de baixa.

Para Dieese, momento é difícil, mas é cedo para falar em crise

O economista do Dieese, Sandro Silva, que também palestrou no Seminário, afirmou que apesar do setor industrial estar em baixa, a economia brasileira como um todo segue adiante. “Apesar de estar ocorrendo uma desaceleração, a economia esta crescendo , o emprego e a renda estão aumentando. O  grande problema é o setor industrial, que nos últimos anos tem tido um desempenho aquém  do esperado. Isso vem ocorrendo devido a alguns fatores como a questão dos juros que esta e, 11 % ; Temos também o câmbio, que com a  valorização do real em relação a outras moedas  dificulta as exportações o que acaba acaba facilitando a entrada dos produtos importados e prejudicando a produção local. Além disso tem a questão da crise internacional principalmente na Europa.  Todos esses fatores acabam criando um clima de incerteza e de baixo crescimento da economia brasileira, mas isso não significa dizer que no todo o país esta em crise. O momento é difícil, mas o mercado continua crescendo”, concluiu Sandro.

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A nova realidade do setor automotivo

Embora exista uma enorme quantidade de livros, artigos, teses acadêmicas e memórias sobre a constituição da indústria automobilística brasileira, alguns aspectos dela permanecem desconhecidos.

Por exemplo, a “lei informal”, determinada pelo presidente Juscelino e pelo Grupo Especial da Indústria Automobilística (ele mesmo informal e oficioso) de que “quem monta, não fabrica; quem fabrica, não monta”, perdeu-se no tempo.

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Março Laranja ganha apoio de arte marcial

Força Sindical do Paraná e academia de jiu-jitsu se unem para combater violência contra mulher

Inicialmente voltado para realização de audiências públicas em diversas cidades do Estado, o projeto Março Laranja, da Força Sindical do Paraná, permanece recebendo apoio de segmentos da população. Em vez da cobrança pela criação de mecanismos municipais e estaduais de proteção à mulher em meios políticos, dessa vez a arte marcial aparece como nova aliada em busca de direitos básicos na questão de gênero.

A primeira academia de lutas a aderir ao Março Laranja foi a Confiance, de Jiu-Jitsu, em São José dos Pinhais. Um treinamento noturno com diversos atletas vestindo o uniforme da campanha de combate à violência contra a mulher, na quarta-feira (2/7), selou a parceria com a Força Sindical do Paraná.
De acordo com o professor de Jiu-Jitsu e proprietário da academia Confiance, Diego Carvalho, apoiar o Março Laranja de combate à violência contra a mulher faz parte dos princípios da arte marcial. “Abordamos muito o auto-conhecimento da própria pessoa”, explica, relembrando que “a luta também estabelece padrões como o limite e o auto-controle a partir dos treinos” .

O professor de Jiu-Jitsu enalteceu não apenas a academia, como o esporte como um complemento à família. Algo que o aluno Paulo Cesar Oliveira garante ser verdade. Com 35 anos de idade, o eletricista pratica a arte marcial em São José dos Pinhais junto com o filho João Vitor Oliveira, 14 anos, e a filha Mayara Vitória Oliveira, 12. Algo que para ele é uma maneira de aproximar a relação entre ambos. “Agregou principio e disciplina, mas ajudou muito a entrosar”, conta.

Base familiar essa que auxilia não apenas no respeito com pai e mãe, mas inibe mesmo a violência ou atitude agressiva entre filho e filha. “Assim temos mais diálogo. Podemos trocar mais ideias”, conta Mayara sobre o ambiente em sua casa. No local, completa João Vitor, o Jiu-Jitsu se tornou não apenas um assunto entre pai e filho, mas também um esporte praticado por quase todos. “Montamos até um tatame em casa, pra ver nossas posições e assim reforçamos os treinos”, ressalta o garoto.

Na academia que existe há pelo menos dois anos e conta com estimados 300 alunos, de acordo com o proprietário, algumas mulheres completam o ambiente que é composto por adultos, adolescentes e crianças. Contingente que o também professor do local Cristian Max Eidan pretende “fazer a cabeça” para auxiliar na luta em defesa do Março Laranja. “É uma questão de cunho social, podemos ajudar por sermos também formadores de opinião e de caráter dos nossos alunos”, pontua.

Para o Secretário da Juventude Criança e Adolescente da Força Sindical Gilson Ricardo Santos Batista,  esse início de parceria esportiva do Março Solidário poderá ser uma referência na atuação do projeto pelos princípios agregados. “A intenção é resgatar os pensamentos antigos das artes marciais junto ao professor, ao mestre, à bandeira, para levar o respeito entre homens e mulheres e criar um ambiente familiar”, finaliza.

Março Solidário
Organizado pela Força Sindical do Paraná, o Março Solidário cobra mecanismos de proteção e prevenção à violência contra mulher na capital e interior. Audiências públicas chegaram a ser realizadas nas cidades de Curitiba, Pontal do Paraná, Matinhos, São José dos Pinhais, Campo Largo, Araucária, Colombo, Fazenda Rio Grande, Maringá e Ponta Grossa.

Durante a campanha, lideranças do movimento já enfatizavam a gravidade da situação no Estado e a necessidade de uma “força tarefa” como o Março Laranja. “A situação chegou a um ponto crítico. Não podemos mais conviver com essa situação de extrema violência contra a mulher. Precisamos de atitudes concretas para combater o problema”, afirmou o presidente executivo da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka.

Entre 2009 a 2011, um total de 1.039 mulheres foram assassinadas no Brasil por feminicídio (morte em razão de gênero), média de 354 por ano. A cada quatro minutos, uma mulher é vítima de agressão no país. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo mostra ainda que o Paraná é o terceiro estado brasileiro com maior número de feminicídios: 7,24 a cada 100 mil. O primeiro é o Espírito Santo, com 11,24 mortes a cada 100 mil.

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PK Cables: Após greve, empresa cede e aceita reivindicação salarial dos metalúrgicos

Após três dias de paralisação, a PK Cables cedeu e aceitou na tarde de ontem a reivindicação referente ao acordo salarial para três anos formulado pelos metalúrgicos. A resposta positiva da empresa foi repassada pelo SMC aos trabalhadores agora de manha em assembleia na porta de fabrica.

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