Federação dos Metalúrgicos do Paraná vai cobrar do governo e das empresas mais responsabilidade com emprego

Decisão foi tomada durante o Seminário Desaceleração Econômica x Empregabilidade, realizado em Foz do Iguaçu, entre  metalúrgicos do Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul
Empresas que recebem incentivos e benefícios fiscais  do governo devem ser mais cobradas em relação a responsabilidade com a manutenção dos empregos.

Essa foi a conclusão do I Seminário Desaceleração Econômica x Empregabilidade, realizado pela Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim), em Foz do Iguaçu, nesta segunda, dia 3 de agosto. Depois do debate sobre a luta pela preservação dos empregos, os metalúrgicos do Paraná, Catalão e Anápolis (GO), e de Gravataí (RS), que também participaram do Seminário, traçaram uma estratégia comum de ações que  serão realizadas para lutar e exigir mais responsabilidade do governo com a manutenção de emprego.
A primeira dessas ações será fazer um levantamento, em cada um dos três estados, que quantifique o número de concessões e quanto as montadoras e outras multinacionais tem recebido em isenções e benefícios fiscais do governo. O objetivo é levar os dados para a Força Sindical e pressionar o governo a exigir uma contrapartida das empresas com a manutenção dos empregos.

“Todos os anos essas empresas recebem milhões em incentivos, dinheiro público que o governo deixa de arrecadar. Porém, em vez de usar isso como investimento na geração de empregos, as multinacionais enviam tudo como remessa de lucros para o exterior. Agora, quando o setor passa por dificuldade, querem que o trabalhador pague a conta com seu emprego. Não podemos e não vamos aceitar isso. Vamos cobrar a reponsabilidade das empresas”, disse o presidente da Fetim, Sérgio Butka.

Presidente da Força critica comportamento do governo

Presente no Seminário, o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, atacou o comportamento do governo federal, que atendeu diversas exigências do empresariado, mas deixou de lado as conversas com o movimento sindical: “o governo fez diversas concessões ao empresariado como a desoneração da folha, do Pis-Cofins, a redução do IPI,  porém, concedeu tudo isso sem exigir as contrapartidas sociais. Ao mesmo tempo em que  aliviava o lado para capital, se afastou do movimento sindical”, acusou Miguel.
Para o presidente da Força, somente a união do movimento sindical, através de iniciativas como a da Fetim é que irão fortalecer a luta pela manutenção dos empregos. “Hoje o momento sinaliza uma crise muito forte com demissões e  o aumento da inflação. Temos que estar atentos para discutir maneiras de enfrentar essas situações. Por isso essa iniciativa do Paraná em realizar esse seminário, é muito produtiva. Já falei com o Sérgio Butka para levarmos isso para dentro da Força para que todos os estados possam estará fazendo a mesma discussão”, disse.

Programa de Proteção ao Emprego (PPE)

Os diretores também debateram alguns pontos do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), proposta baseada a um programa similar na Alemanha, e que visa a criação de um sistema nacional de proteção aos empregos. Entre outros pontos, o PPE propõe reduzir a jornada de trabalho, porém, com redução de salários, o que foi visto com reserva pela maioria do dirigentes.

Um dos palestrantes do Seminário, doutor Iraci Borges, foi contundente ao comentar a proposta de redução salarial: “Quem aqui aceitaria, de uma hora para outra, ter seu salário reduzido em 30%? Essa proposta interessa a quem?”, disse Iraci e continuou:  “As empresas que recebem incentivos fiscais para se manter é que tem que ter uma responsabilização maior pelo trabalhador”, afirmou ao analisar outro ponto do programa que pretende dividir a remuneração do trabalhador entre o governo e as empresas.

Para Sergio Butka, presidente da Fetim, reduzir salários é reduzir direitos, o que seria um retrocesso para o movimento sindical, em particular,  no Paraná: “Penamos muito aqui no estado para chegar ao patamar em que estamos, com a totalidade dos nosso acordos contemplando aumento real e outros benefícios. Voltar atrás seria perder tudo o que levamos muitos anos para ser construído. Por isso precisamos estender os debates acerca desse plano para preservar o que é bom e tirar o que é ruim”, afirmou.

Por enquanto o PPE está em fase de discussão e avaliação já que a ideia é elaborar um projeto que dure não apenas para esse momento, mas que possa ser acionado sempre que a indústria estar em momentos de baixa.

Para Dieese, momento é difícil, mas é cedo para falar em crise

O economista do Dieese, Sandro Silva, que também palestrou no Seminário, afirmou que apesar do setor industrial estar em baixa, a economia brasileira como um todo segue adiante. “Apesar de estar ocorrendo uma desaceleração, a economia esta crescendo , o emprego e a renda estão aumentando. O  grande problema é o setor industrial, que nos últimos anos tem tido um desempenho aquém  do esperado. Isso vem ocorrendo devido a alguns fatores como a questão dos juros que esta e, 11 % ; Temos também o câmbio, que com a  valorização do real em relação a outras moedas  dificulta as exportações o que acaba acaba facilitando a entrada dos produtos importados e prejudicando a produção local. Além disso tem a questão da crise internacional principalmente na Europa.  Todos esses fatores acabam criando um clima de incerteza e de baixo crescimento da economia brasileira, mas isso não significa dizer que no todo o país esta em crise. O momento é difícil, mas o mercado continua crescendo”, concluiu Sandro.

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A nova realidade do setor automotivo

Embora exista uma enorme quantidade de livros, artigos, teses acadêmicas e memórias sobre a constituição da indústria automobilística brasileira, alguns aspectos dela permanecem desconhecidos.

Por exemplo, a “lei informal”, determinada pelo presidente Juscelino e pelo Grupo Especial da Indústria Automobilística (ele mesmo informal e oficioso) de que “quem monta, não fabrica; quem fabrica, não monta”, perdeu-se no tempo.

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Março Laranja ganha apoio de arte marcial

Força Sindical do Paraná e academia de jiu-jitsu se unem para combater violência contra mulher

Inicialmente voltado para realização de audiências públicas em diversas cidades do Estado, o projeto Março Laranja, da Força Sindical do Paraná, permanece recebendo apoio de segmentos da população. Em vez da cobrança pela criação de mecanismos municipais e estaduais de proteção à mulher em meios políticos, dessa vez a arte marcial aparece como nova aliada em busca de direitos básicos na questão de gênero.

A primeira academia de lutas a aderir ao Março Laranja foi a Confiance, de Jiu-Jitsu, em São José dos Pinhais. Um treinamento noturno com diversos atletas vestindo o uniforme da campanha de combate à violência contra a mulher, na quarta-feira (2/7), selou a parceria com a Força Sindical do Paraná.
De acordo com o professor de Jiu-Jitsu e proprietário da academia Confiance, Diego Carvalho, apoiar o Março Laranja de combate à violência contra a mulher faz parte dos princípios da arte marcial. “Abordamos muito o auto-conhecimento da própria pessoa”, explica, relembrando que “a luta também estabelece padrões como o limite e o auto-controle a partir dos treinos” .

O professor de Jiu-Jitsu enalteceu não apenas a academia, como o esporte como um complemento à família. Algo que o aluno Paulo Cesar Oliveira garante ser verdade. Com 35 anos de idade, o eletricista pratica a arte marcial em São José dos Pinhais junto com o filho João Vitor Oliveira, 14 anos, e a filha Mayara Vitória Oliveira, 12. Algo que para ele é uma maneira de aproximar a relação entre ambos. “Agregou principio e disciplina, mas ajudou muito a entrosar”, conta.

Base familiar essa que auxilia não apenas no respeito com pai e mãe, mas inibe mesmo a violência ou atitude agressiva entre filho e filha. “Assim temos mais diálogo. Podemos trocar mais ideias”, conta Mayara sobre o ambiente em sua casa. No local, completa João Vitor, o Jiu-Jitsu se tornou não apenas um assunto entre pai e filho, mas também um esporte praticado por quase todos. “Montamos até um tatame em casa, pra ver nossas posições e assim reforçamos os treinos”, ressalta o garoto.

Na academia que existe há pelo menos dois anos e conta com estimados 300 alunos, de acordo com o proprietário, algumas mulheres completam o ambiente que é composto por adultos, adolescentes e crianças. Contingente que o também professor do local Cristian Max Eidan pretende “fazer a cabeça” para auxiliar na luta em defesa do Março Laranja. “É uma questão de cunho social, podemos ajudar por sermos também formadores de opinião e de caráter dos nossos alunos”, pontua.

Para o Secretário da Juventude Criança e Adolescente da Força Sindical Gilson Ricardo Santos Batista,  esse início de parceria esportiva do Março Solidário poderá ser uma referência na atuação do projeto pelos princípios agregados. “A intenção é resgatar os pensamentos antigos das artes marciais junto ao professor, ao mestre, à bandeira, para levar o respeito entre homens e mulheres e criar um ambiente familiar”, finaliza.

Março Solidário
Organizado pela Força Sindical do Paraná, o Março Solidário cobra mecanismos de proteção e prevenção à violência contra mulher na capital e interior. Audiências públicas chegaram a ser realizadas nas cidades de Curitiba, Pontal do Paraná, Matinhos, São José dos Pinhais, Campo Largo, Araucária, Colombo, Fazenda Rio Grande, Maringá e Ponta Grossa.

Durante a campanha, lideranças do movimento já enfatizavam a gravidade da situação no Estado e a necessidade de uma “força tarefa” como o Março Laranja. “A situação chegou a um ponto crítico. Não podemos mais conviver com essa situação de extrema violência contra a mulher. Precisamos de atitudes concretas para combater o problema”, afirmou o presidente executivo da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka.

Entre 2009 a 2011, um total de 1.039 mulheres foram assassinadas no Brasil por feminicídio (morte em razão de gênero), média de 354 por ano. A cada quatro minutos, uma mulher é vítima de agressão no país. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo mostra ainda que o Paraná é o terceiro estado brasileiro com maior número de feminicídios: 7,24 a cada 100 mil. O primeiro é o Espírito Santo, com 11,24 mortes a cada 100 mil.

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PK Cables: Após greve, empresa cede e aceita reivindicação salarial dos metalúrgicos

Após três dias de paralisação, a PK Cables cedeu e aceitou na tarde de ontem a reivindicação referente ao acordo salarial para três anos formulado pelos metalúrgicos. A resposta positiva da empresa foi repassada pelo SMC aos trabalhadores agora de manha em assembleia na porta de fabrica.

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Atividades do 1º de Maio Solidário ampliaram em mais de 15 mil o número de assinaturas do “Eleições Limpas”

Atividades do 1º de Maio Solidário ampliaram em mais de 15 mil o número de assinaturas destinadas ao projeto “Eleições Limpas” no Paraná. O evento foi organizado pela Força Sindical e ocorreu em 19 cidades do Estado. Trata-se de ação iniciada no final do ano passado, em conjunto com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e o Instituto Atuação.

O tema principal do evento foi luta contra a corrupção eleitoral, unido também a festividades e reivindicações da classe trabalhadora. Ao todo, 19 cidades paranaenses contaram com atividades organizadas pela Força Sindical do Paraná.

Durante o 1º de Maio Solidário, celebração referente ao Dia Internacional do Trabalho, foram coletadas 4373 assinaturas apenas na região metropolitana de Curitiba.  Araucária, Campo Largo e Colombo complementaram as movimentações que tiveram a capital paranaense como principal ponto de encontro. Também foi realizado acordo de assinaturas com a Associação Cristã Evangelizar é Preciso. No litoral do Paraná, 1980 pessoas assinaram a ficha do projeto Eleições Limpas. As cidades que participaram do evento foram Antonina, Guaraqueçaba, Matinhos, Morretes, Pontal do Paraná e Paranaguá.

Outras duas localidades conquistaram força de participação da sociedade. Em Ponta Grossa, 1094 pessoas aderiram. Em Pato Branco foram 962 adesões. As cidades que participaram do evento foram Antonina, Guaraqueçaba, Matinhos, Morretes, Pontal do Paraná e Paranaguá. Apenas em um município participante a coleta de assinaturas não foi realizada devido a um imprevisto.

O objetivo da Força Sindical do Paraná é enviar 100 mil assinaturas para a direção do MCCE em Brasília. Até o momento, a campanha no Estado já conseguiu a adesão de 35 mil pessoas.  A divulgação do projeto se estende em Curitiba e cidades do interior, com entrega de fichas em pontos variados.

A principal missão do projeto é colocar um fim no financiamento das empresas nas campanhas eleitorais. O Eleições Limpas segue a tendência de especialistas que pontuam tal condição como porta de entrada da corrupção e do desvio de recursos públicos.

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Nelsão se licencia do movimento sindical para disputar Eleições 2014

Nesta terça-feira, 4 de junho, Nelson Silva de Souza, o Nelsão, licenciou-se da Força Sindical do Paraná (presidente), Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (segundo vice-presidente), Fetim (Secretario de Assuntos Parlamentares) e da Força Sindical (Operativa Nacional). Nelsão licenciou-se para disputar as Eleições 2014. Mais informações em breve.

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Diretoria reeleita do Sindicato dos Metalúrgicos de Maringá toma posse no dia 28 de agosto

“Com a renovação, a esperança é de continuação na luta em defesa da categoria”, afirma o presidente reeleito Epifânio Magalhães

A reeleita diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Maringá, filiada a Força Sindical do Paraná, tomará posse no dia 28 de agosto. As eleições ocorreram entre os dias 20 e 22 de maio, tendo a renovação e o aumento de diretoria como ênfase da chapa que teve como slogan a continuação de luta e trabalho.

Cerca de 4 mil trabalhadores sindicalizados votaram na chapa que reelegeu como presidente Epifânio Magalhães de Oliveira. O sindicato maringaense conta atualmente com mais de 10 mil associados, embora nas eleições apenas os metalúrgicos com pelo menos dois anos na profissão e mais dois de sindicalizados tenham participado.

Estimados 15 mil trabalhadores compõem a base metalúrgica da Cidade Canção e região.

“Com a renovação, a esperança é de continuação na luta em defesa da categoria”, afirmou Epifânio. O mandato da diretoria reeleita será de cinco anos.

A chapa vencedora contará com um aumento no contingente de diretores. Dos 24 existentes, o número passou para 30, havendo renovação entre os participantes. Ao todo, 626 empresas foram visitadas para que os trabalhadores participassem das votações. Foram nove urnas ambulantes e uma fixa na sede do sindicato, que é filiado à Força Sindical do Paraná.

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Durante audiência pública na Câmara Municipal, autoridades políticas de Colombo recebem projeto que reivindica instalação de mecanismos de proteção à mulher

Autoridades políticas de Colombo receberam na manhã deste sábado (08/03), Dia Internacional da Mulher, projeto que reivindica do poder público a criação e instalação de mecanismos municipais e estaduais de proteção à mulher. A proposta foi entregue durante audiência pública na Câmara Municipal por lideranças da Força Sindical do Paraná, Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e Partido Solidariedade, com o tema “Solidariedade Mulher – Pelo fim da violência”. Além de Colombo, audiências públicas sobre o tema ocorreram simultaneamente em Araucária, São José dos Pinhais, Matinhos e Campo Largo.
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Em audiência publica na Câmara de SJP, Força-PR reivindica mecanismos de proteção à mulher

Em audiência publica com o tema “Solidariedade Mulher – pelo fim da violência”, realizada neste sábado (8), na Câmara de São José dos Pinhais, a Força Sindical do Paraná reivindicou do poder publico a instalação de mecanismos municipais e estaduais de proteção a mulher. O debate realizado no Dia Internacional da Mulher faz parte do projeto Março Laranja, criado pela Força-PR e contou com a participação de mulheres de várias idades, lideranças sindicais e politicas, além de movimentos sociais. O objetivo foi cobrar a implantação tanto em nível municipal como estadual a implantação da: Secretaria Municipal de Políticas para a Mulher, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Delegacia Especializada em violência contra a Mulher (órgão estadual) e Defensoria Pública da Mulher (órgão estadual).

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No Dia Internacional da Mulher, Araucária abraça o projeto Março Laranja da Força PR / Solidariedade

A exemplo de outras cidades paranaenses, Araucária também abraçou o projeto “Março Laranja”. Na manhã deste sábado (08/03), Dia Internacional da Mulher, lideranças da Força PR e do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba promoveram audiência pública na Secretaria Municipal do Meio Ambiente com o tema “Solidariedade Mulher – Pelo fim da violência”. Na ocasião, o projeto Março Laranja, que reivindica do poder público a criação/instalação de mecanismos de proteção à mulher, foi entregue à autoridades políticas da região, como o vice-prefeito de Araucária, Rui Souza (PT), o vereador Paulo Horácio (Solidariedade) e a deputada federal Rosane Ferreira (PV), que também é de Araucária.

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